Campeonato Paulista de 2000

por Marcial Salaverry

Não se pode deixar de registrar a maneira brilhante como foi decidido o Campeonato Paulista deste ano 2000, o último da década.

Após uma campanha brilhante, onde a equipe tricolor foi a melhor em todos os quesitos, não poderia deixar de conquistar o título. Vamos mencionar alguns destaques do time: Levir Culpi, foi um técnico brilhante, que conseguiu levantar o time. Prestigiou alguns jogadores que haviam sido dispensados pelo "iluminado" Carpegiane no ano anterior, quais sejam Beletti, Axel e Álvaro, que foram emprestados e brilharam em outras equipes no ano de 99. Culpi os trouxe de volta, e foram elementos de grande importância. Rogério Ceni, que já está conquistando o lugar de um dos melhores goleiros que já vestiram a camisa tricolor, e vejam que já tivemos nomes mais do que ilustres nesta posição. Todavia, Rogério não se limita a impedir que os adversários façam gols. Vai lá e com uma maestria digna de grandes cobradores de falta, faz gols decisivos, sendo importantíssima peça nesta conquista. Não se pode esquecer que o "iluminado" Mario Sérgio, quando de sua desastrosa passagem pela direção técnica do tricolor, simplesmente proibiu Rogério de bater faltas... Pode?. Marcelinho, se não pode ser rotulado de craque, por não ter um toque refinado de bola, é peça das mais fundamentais por sua mobilidade, que enlouquece os defensores contrários e principalmente pela potência e precisão de sua esquerdinha. Parabéns ao nosso "Paraíba 100%". Álvaro, Edu, Fabiano, Fábio Aurélio, gratas revelações da "escolinha" tricolor que tantos craques já projetou para o mundo. São jogadores de grande futuro e de sólida formação, pois na "escolinha" do São Paulo não se olha somente a parte técnica dos jogadores, mas também sua formação como Homens, cuidando além de tudo, da formação do caráter. O resultado dispensa comentários. Axel e Alexandre dois autênticos cães de guarda da cidadela tricolor. Jogadores que jogam duro, mas na bola. Não se costuma vê-los fazendo faltas violentas, ou machucando os adversários. Beletti, um guerreiro, encarnando o espírito de Pablo Forlan, um dos mais raçudos laterais que pisaram nossos gramados. Para Beletti não existe bola perdida. É impressionante seu espírito de luta. Rai. O que se pode dizer sobre êste craque, que já não foi dito ? Simplesmente, dispensa comentários... Um dos mais completos jogadores que pisaram nossos gramados. Como craque, e como ser humano é irretocável. Agora, um capítulo especial para França, que além de ser artilheiro com um "faro" de gol fabuloso, é um jogador super solidário que, muitas vezes, com tôda possibilidade de finalizar, prefere deixar os companheiros na "cara" do gol. Sem favor nenhum, foi a principal peça na conquista desse título. Parabéns Françoaldo. E esse garoto chileno, o Maldonado, que os maldosos chamavam de maldanado. Leva jeito e tem futuro. Existem alguns jogadores que se não foram tão importantes como os citados, tiveram um papel de alguma relevância, quais sejam, Souza, Wilson, Pimentel, Ricardinho, Evair e Sandro Hiroshi. Para o final foram deixados dois casos especiais. Edmilson, pela impressionante volta por cima que deu, pois não se deixou abater pela perseguição que uma parte de torcida lhe moveu e com um grande espírito de luta e um amor pela camisa que só as autênticas "pratas da casa" têm, levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Não vá para a Inglaterra garoto, pois a camisa tricolor lhe cai muito bem. Rogério Pinheiro, parabéns pela sua perseverança. Mostrou que além de saber jogar um futebol fino, "casou-se" à perfeição com a vibração de Edmilson e finalmente acertou a defesa tricolor, que vinha sendo o ponto fraco do time. Louve-se o trabalho de Levir Culpi que sem contratações de impacto, com o mesmo elenco que realizou uma campanha decepcionante em 99, conseguiu resultados extraordinários.

Resta saber agora se a diretoria vai ter juízo e manter esta equipe por mais algum tempo, ao invés de negociar as principais peças, visando lucros fáceis que depois são diluidos na reposição das peças negociadas.

Aguardemos pois. Enquanto isso, PARABÉNS TRICOLOR PAULISTA.

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