Novidades

por Marcial Salaverry

Existem algumas novidades. Já podemos falar de esporte, sem tocar em assuntos repulsivos, como CPI, STJD e TJH. Existe mais uma sigla, mas não seria educado expo-la; refere-se às três anteriores.
Magnus Norman, eis um nome para ser repetido. Poderia ter se beneficiado de um erro do juiz que deu como se a bolinha tivesse triscado a rede. Norman assim não entendeu, e recusou o ponto. E era o ponto que decretava a vitória de seu adversário. Isso seria o equivalente ao juiz apitar um pênalti com o jogo empatado, aos 45 minutos do 2º tempo e o centroavante dizer: não seu juiz, não foi pênalti não, ele pegou primeiro na bola... Para início de conversa, se ele fizer isso e sobreviver à ira da torcida, será sumariamente tirado do time, principalmente se for o Vasco... Então vamos aplaudir esse exemplo de espírito esportivo, que está cada vez mais raro. Guga é outro que já vi muitas vezes acusar erros do juiz que lhe eram favoráveis, mas não numa bola decisiva. E não vale dizer que Norman só fez porque já estava cansado e queria que o jogo acabasse. No tênis não tem disso. O jogo só acaba mesmo no último ponto. Já vi viradas incríveis.
Outro ponto a ser abordado, é a ridícula reação de parte da torcida corintiana contra a contratação de Paulo Nunes. Caso ainda não saibam, estamos na época do profissionalismo. Essas balelas de "amor à camisa", "dedicação", não existem mais. O jogador tem que ter amor à camisa que está vestindo no momento, ao clube que lhe paga os salários. Paulo Nunes não é nenhum super craque, mas é um bom jogador, que entende da função de fazer gols. E, se os fizer, esses mesmos "torcedores" que o vaiaram, irão aplaudi-lo freneticamente. Então fica inexplicável o porque dessa reação ridícula e fanática. Acredito que os verdadeiros corintianos se sentiram constrangidos com essa atitude de uns poucos, da mesma maneira que os verdadeiros vascaínos devem se sentir constrangidos com as atitudes destrambelhados do Eu..., perdão, da Coisa.

line1.gif (910 bytes)