Seleção Brasileira

por Marcial Salaverry

Correu um boato no Brasil, segundo o qual, a Seleção Brasileira de Futebol iria jogar ontem (25/4) contra a Seleção do Peru. Liguei a televisão, certo de que iria assistir a uma partida de futebol, e fiquei decepcionado com "espetáculo" proporcionado por um amontoado de jogadores que queriam resolver cada qual por si, para aparecer como "herói salvador".
O futebol brasileiro já vem decepcionando há algum tempo. Qual seria a explicação para esse fato estranho? Por que jogadores que brilham em seus clubes se anulam completamente ao defender a Seleção?
Antes falava-se que os "estrangeiros" não tinham vontade de jogar pela Seleção, e o faziam de má vontade, daí os maus resultados.
Para este jogo, o técnico Leão teve uma coragem de leão. Ousou abrir mão dos "acomodados estrangeiros", e chamou quase exclusivamente jogadores que estão atuando no Brasil, e que teriam maior garra e disposição. Ousou escalar a base do time que vem apresentando o melhor futebol neste momento, o Corinthians. Fez tudo certo.
Não se pode criticá-lo por isso.
Contudo, algo deu errado. Ou aula não foi bem dada, ou os jogadores realmente "sentiram" o peso da camisa. Foi um autentico vexame. Os limitados peruanos deram um verdadeiro "vareio" de bola nos brasileiros. Faziam a bola correr de pé em pé, com um lindo jogo de conjunto, e os nossos, impotentes para tirar a bola deles, limitavam-se a assistir a aula.
Foi verdadeiramente inacreditável ver jogadores como Ricardinho, Marcelinho, Leomar, Cesar, que vem "arrebentando" em seus clubes, não saber o que fazer com a bola nos pés...
A única solução seria dar uma bola para cada um. Conjunto inexistente. Aquele que pegava a bola, saia tentando driblar quem aparecesse pela frente, ao invés de passar a bola para um companheiro melhor colocado. Chegamos ao cúmulo de ver Vampeta com a bola nos pés, sem saber o que fazer com ela, tentando um drible em cima do juiz. Sim, do juiz, e perdeu a bola...
Quiseram tanto "mostrar serviço", que se esqueceram de que futebol é um esporte coletivo. Não acertavam um passe sequer. E os peruanos fazendo a bola correr de pé em pé...e os brasileiros assistindo...
Não se pode crucificar Leão, pois ele atendeu aos reclamos, tanto da torcida, como da crônica esportiva, que exigia a convocação dos "brasileiros", e esquecesse os "estrangeiros", que vinham decepcionando. Saiu pior a emenda do que o soneto. 
O mais interessante da história, é que a classificação para a Copa do Mundo, já está perigando. Vai necessária uma boa reação. O que poderá ser feito? Só nos resta saber se, realmente, Deus é brasileiro...

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