Amor à camisa

por Marcial Salaverry

Este tema, Amor à Camisa, sempre foi abordado com muito ênfase nesta coluna.
Por esse motivo, vimos com muita indignação as declarações infelizes prestadas pelo jogador Roberto Carlos, dizendo que não se via com obrigação nenhuma de sentir alguma dedicação pela Seleção Brasileira. 
Ora, nesse caso, ele deveria era pedir que o dispensassem, e que ficasse apenas jogando pelo Real Madri, e mesmo pedir cidadania espanhola.
A propósito, recebemos, como colaboração, uma crônica muito oportuna feita por nossa amiga ISA MUSA DE NORONHA, de Três Corações-MG. Transcrevo-a na íntegra, pois ela reflete muito bem uma opinião que creio generalizada face à atitude negativa desse jogador. Vejam:

"Amor à camisa

É lamentável que um jogador conhecido internacionalmente como Roberto Carlos diga na TV para o Brasil inteiro ver, ou ter notícias, de que não existe nada disso de amor à camisa e que o futebol é profissional, o dinheiro é que conta ou coisas similares. Nosso país já tão carente de respeito popular pelas mazelas de nossos dirigentes em todos os setores, ainda deveria merecer um pouco de carinho. O amor à camisa para filhos desnaturados como Roberto Carlos, deveria significar, pelo menos, jogar tudo o que sabe pelo muito que recebe. Recebe em dinheiro da seleção (nosso) e, ao jogar pela seleção brasileira, estará pagando com atraso.
Foram os pequenos times brasileiros, os times médios e finalmente os grandes times de torcidas fabulosas as vitrines onde foram postos esses jogadores medianos para a venda a clubes estrangeiros como se fossem todos um "Pelé". Foi a nossa paixão pelo futebol que transformou esses meninos rudes, sem cultura, sem carisma e sem educação em pretensos gênios da bola.
Sim, sem educação, pois a maioria foge da escola para correr pelos campos perseguindo a redonda. Talvez jamais tenham lido o "ama com fé e orgulho a terra em que nascestes"... Somente assim ficará explicado a falta de amor à camisa.

Isa Musa de Noronha
Três Corações (MG) - terra de Pelé.
"

Penso que nada mais podemos acrescentar. Só nos resta, pois agradecer nossa colaboradora pelo oportunismo de sua crítica, que vem mostrar que o repudio a certas atitudes não é privilégio de cronistas e locutores. É reação de pessoas de bom senso, como Isa Musa de Noronha.
Roberto Carlos deveria ter pensado duas vezes (se é capaz de pensar ao menos uma..) antes de prestar declarações tão infelizes, o que só vem trazer mais antipatia ainda por jogadores mercenários como ele...

AMOR Á CAMISA... Um dia, existiu...

line1.gif (910 bytes)