Medalhões?

por Daniel Seabra

Quem disse que a contratação de medalhões e a formação de um super time é a certeza de vitórias e títulos? Que o diga o Cruzeiro, de Belo Horizonte, que contratou Alex, Rincón e Edmundo, esperando o título brasileiro, um dos poucos que os celestes ainda não tem. Façamos justiça ao título de 1966, da Taça Brasil, que era o campeonato brasileiro da época, vencido, brilhantemente pelo Cruzeiro, ganhando na final do Santos de Pelé, Pepe, Gilmar e companhia.
Novamente o Cruzeiro entrou em campo e, em um jogo de dar calo na vista, levou uma tamancada do Grêmio de Porto Alegre, jogando no Olímpico. Para falar a verdade, Rincón ainda não disse a que veio. Foi contratado pelo Cruzeiro, a peso de ouro, em uma contratação que se arrastou por muito tempo. Rincón, se portando como uma estrela, relutou bastante em ir para Belo Horizonte, exigindo mundos e fundos.
Na partida contra o Grêmio, um dos dodóis da torcida cruzeirense, o argentino Sorím, não achou sua posição. Durante os noventa minutos, ele atuou na sua posição de origem, a lateral esquerda, atuou no ataque, totalmente perdido e também atuou na defesa, sem nenhuma coordenação. A zaga do time mineiro, depois que voltou da seleção, só tem dado os famosos chutões pro mato. Não tem mais, no Cruzeiro, um jogador do estilo de Wilson Piazza, que matava a bola no peito e saía jogando, com uma categoria impressionante. Atualmente, tanto Cris, como João Carlos e Luizão só mandam a bola para onde o nariz aponta, sem nenhuma técnica ou habilidade.
O único jogador que tem se salvado nas péssimas atuações da equipe de Belo Horizonte é o goleiro André que, aliás, não tem só se salvado, tem salvado, e muito o Cruzeiro. Não fosse pelas belíssimas defesas do goleiro gaúcho, seria uma goleada.
O técnico Titi mostrou, novamente, que não são necessários jogadores de nome, com altos salários e privilégios dentro do clube para se conseguir uma equipe vencedora.

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