Grandes Erros do Futebol Brasileiro
Parte 1

Em detrimento do futebol brasileiro, foram cometidos erros monumentais. A origem, sempre, ou quase sempre, estava na cartolagem, que nunca soube orientar adequadamente os atletas que, logicamente, pelo menos em sua maioria, nunca tiveram muita cultura e, muito menos, conhecimento das regras. Deveriam ter sido orientados corretamente, senão vejamos:

  1. Copas de 1930 e 1934, por motivos políticos, foram seleções meia boca. As divergências entre cariocas, paulistas, gaúchos e alienígenas não permitiu uma convocação com o que havia de melhor na época, e foi aquele vexame que a história contou e mostrou.
  2. Copa de 1938. Jogo entre Brasil e Itália pelas semifinais. Bola rolando no meio do campo. Piola provoca Domingos da Guia, que lhe dá um pontapé. Motivo, ignorava que, mesmo não estando em disputa de jogada, o pênalti poderia ser apitado, como o foi, provocando a derrota brasileira. Causa, foi a falta de conhecimento das mais elementares regras de futebol.
  3. Copa de 1950. A cartolagem, mais do que convencida de que a vitória seria só questão de entrar em campo, passou toda a véspera do jogo contra o Uruguai, festejando com os jogadores e enchendo a cabeça de nossos craques, com os prêmios mirabolantes que receberiam. Flavio Costa seria vereador, Ademir de Menezes, chefe disto, Zizinho, prefeito de Niterói. E por aí afora. Ninguém dormiu naquela noite. O resultado foi o que se viu... Nessa Copa de 50, não foi esse o único erro da cartolagem, como também a politicagem que norteou a convocação dos jogadores, com predominância carioca, ficando de fora o fino da flor de nosso futebol da época. Aliás, politicagem sempre foi o que atrapalhou nossas seleções e ainda continua a palhaçada de convocações malfeitas.
  4. Copa de 1954. Além das tradicionais mancadas na convocação e escalação, o que mais chamou a atenção foi o desconhecimento total e completo das regras do jogo. Durante a partida Brasil e Iugoslávia, o empate classificava as duas seleções. O jogo estava 1x1. Os brasileiros lutando desesperadamente pelo gol da vitória e os "iugs", tentando por mímica informá-los de que o empate era bom para os dois e nossos craques, querendo brigar com eles. Cômico, não fosse trágico. Com o desgaste da batalha, contusões e, principalmente, para o jogo contra a Hungria, que era o bicho-papão do Campeonato. Aíííí, é que vaca foi para o brejo. Deu "amarelão" na turma e o resultado todo o mundo conhece.

Por ora, ficamos por aqui. Voltaremos oportunamente, pois nas copas seguintes o festival de besteiras cartolaginais (se a palavra não existe, acabou de ser criada... Aurélio que me desculpe) merecem comentários à parte. E ainda há que se falar da figura soturna que se chama TÉCNICO. Tem cada uma... 

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